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domingo, 21 de outubro de 2012

Feira de ciência em Uberlândia traz fontes alternativas de energia

Caixinhas de leite que vão para o lixo podem ser transformadas em isolante térmico alternativo, reduzindo a temperatura no interior dos imóveis em até 8º C. Esta e outras informações relacionadas às fontes alternativas de energia foram apresentadas na 17ª Ciência Viva. O evento, realizado nesta semana no Center Convention, reuniu alunos de escolas públicas e particulares para a mostra de experimentos relacionados ao tema “Energia na Vida e na Sociedade”.

O aproveitamento das embalagens foi apresentado por um grupo de oito alunas que cursam o segundo ano do ensino médio na Escola Estadual Bueno Brandão. Por meio do projeto “Uso de caixa longa vida como isolante térmico”, as alunas desenvolveram, durante seis meses, a teoria e a prática do estudo. “Além de economizar energia, a ideia contribui para diminuir a quantidade de lixo nos aterros sanitários, visto que a caixa longa vida é de difícil decomposição”, disse a estudante Letícia Gomes.

Além de ser de fácil instalação, o custo da caixa de leite longa vida é menor se comparado ao de outros materiais como o gesso e o PVC, que também são utilizados como revestimento (veja quadro). “Para fazer as placas em casa, basta abrir a caixas e costurar ou grampear umas às outras”, afirmou a aluna Andressa Moreira. Recentemente, foi ao ar pela Rede Globo uma reportagem que mostrou famílias do Rio Grande do Sul que utilizam a técnica para enfrentar os dias frios e também os de muito calor.

Força gerada pelo movimento da água
A geração de energia através da movimentação da água dos oceanos provocada pelas marés – energia maremotriz – foi abordada por um grupo de cinco alunas do 9º ano da Escola Municipal Professor Otávio Batista Coelho Filho. Segundo a professora responsável pelo projeto “Energias Alternativas e Sustentabilidade”, Mariselma Martins, as alunas construíram um protótipo que utiliza uma miniturbina para fazer o efeito das ondas do mar. Ainda de acordo com a professora, em todo o mundo, há três usinas maremotriz: na França, no Japão e na Inglaterra. “Há o projeto de construir uma no Brasil, no Estado do Amapá, mas ainda depende da liberação de recursos financeiros”, afirmou.


Compostagem e recursos renováveis
Uma solução para o lixo orgânico (restos de alimentos e cascas de frutas, legumes e verduras) foi apresentada por cinco alunos do 6º e 9º anos do ensino fundamental da Escola Estadual Professor José Inácio de Sousa. Por meio da compostagem – técnica que consiste na transformação de materiais orgânicos em adubo –, os alunos mostraram a possibilidade de reaproveitar os resíduos produzidos em casa.

Na escola, os alunos colocaram o projeto em prática. “Uma pequena plantação de alface foi adubada com o material resultante da compostagem”, disse a professora responsável pelo projeto, Izaura Cristina Duarte. Quem passou pelo estande conferiu o passo a passo do projeto e pôde aprender a montar uma composteira em casa.

Um grupo de cinco alunos da Escola Municipal do Moreno, que fica na zona rural de Uberlândia, mostrou durante a feira o projeto “Energia solar e captação de água: economia em dose dupla”. A utilização de recursos renováveis é a base da técnica, que consiste em captar a água da chuva por meio de calhas. A água é armazenada em um reservatório de metal para ser aquecida e ter parte dos micro-organismos eliminados, sendo utilizada para molhar hortaliças e também na limpeza da casa. O projeto também mostrou a utilização de placas solares para o aquecimento da água.

Como fazer compostagem
Em um recipiente de plástico colocar camadas de:

Terra Matéria orgânica picada em pedaços pequenos (casca de frutas e vegetais) Folhas secas Esterco de gado Borra de café (serve para afastar insetos e evitar mau cheiro)

Tampar e deixar guardado por três meses De quatro em quatro dias, abrir a tampa e remexer a terra para arejar o produto da compostagem

Fonte: Correio de Uberlândia.

sábado, 20 de outubro de 2012

Ciência descobre o que torna o som de unha em quadro-negro tão irritante

A culpa é das amídalas, área do cérebro responsável por emoções. Quando ouvimos um som desagradável, elas enviam uma mensagem à área que controla a audição, provocando uma reação negativa

Cientistas da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, descobriram qual parte do cérebro humano está por trás da aversão a sons agudos, como o de unhas arranhando um quadro-negro. Segundo o estudo, publicado no periódico Journal of Neuroscience, a resposta está nas amídalas – não aquelas da garganta, mas um grupo de neurônios localizado na parte inferior do cérebro.

A pesquisa mapeou os cérebros de 13 voluntários enquanto eles ouviam uma série de sons, a fim de estudar a resposta do órgão a cada tipo de ruído. A partir da ressonância magnética realizada, os cientistas perceberam que, quanto mais desagradável era o som, mais as amídalas ficavam em evidência. Entre os 74 sons testados, o mais agradável foi o de água borbulhando; abaixo, os sons mais irritantes, segundo a pesquisa (clique para ouvir).

Sons mais desagradáveis
1. Faca em garrafa
2. Garfo em vidro
3. Giz em quadro-negro
4. Régua em garrafa
5. Unhas em quadro-negro

As amídalas, no cérebro, são importantes reguladoras do comportamento sexual e da agressividade, além de controlarem o conteúdo emocional das memórias.

As imagens do cérebro mostraram à pesquisa que, quando ouvimos um som desagradável, as amídalas enviam uma resposta ao córtex auditivo – área cerebral responsável pela audição – aumentando aquela atividade e provocando a nossa reação negativa. “É como se a amídala estivesse fazendo um pedido de socorro ao córtex”, diz Sukhbinder Kumar, autor do estudo.

Para Tim Griffiths, que também participou da pesquisa, “este trabalho traz uma nova luz sobre a interação entre amídalas e córtex auditivo”. “Este pode ser um novo caminho para o tratamento de transtornos emocionais, além de outros transtornos, como o zumbido e a enxaqueca, que parecem aumentar a percepção dos aspectos desagradáveis de alguns sons”, afirmou Griffiths.

Fonte: Época.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Uberlândia encerra trabalhos amanhã (20)

Evento contará com premiação e mostra dos trabalhos da XVII Ciência Viva

Neste sábado (20) acontecerá o encerramento da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Uberlândia (SNCT-Uberlândia). O evento será realizado no anfiteatro do bloco 8C, campus Umuarama da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), das 8 às 12 horas. Durante a solenidade, terá a premiação e a mostra dos trabalhos da XVII Ciência Viva.

Tendo como tema principal Energia na Vida e na Sociedade, a feira Ciência Viva selecionou 31 trabalhos, sendo 28 destinados à exposição de trabalhos científicos e três que apresentaram uma solução prática e criativa ao desafio proposto: a elaboração de um projeto visando ao uso responsável da energia e à minimização dos impactos ambientais para produzir energia elétrica. Na categoria de trabalhos científicos, serão classificados e premiados com medalhas e certificados os que conquistarem o 1º, 2º e 3º lugares. Para o projeto vencedor na categoria desafio, será premiado o 1º lugar com certificado e medalha. Os primeiros colocados de cada categoria ganharão ainda uma viagem à cidade de São Carlos (SP), para visitação aos museus de ciência naquele município.

Mais informações com o professor Eduardo Kojy Takahashi, pelos telefones (34) 3239-4190 e (34) 3230-9517, ou pelo e-mail ektakahashi@ufu.br.

Mostra Científica encerra programação da SNCT no IFTM

Atividade integra a programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) em Uberlândia

Composta por nove trabalhos de estudantes dos campi do IFTM em Uberlândia, a Mostra Científica foi realizada na noite de quinta-feira, 18, no IFTM - Campus Avançado Uberlândia, com exposição e avaliação de pôsteres.

Os estudantes tiveram 10 minutos para apresentar seus trabalhos aos avaliadores. Conforme regulamento, os aspectos avaliados foram: apresentação oral; domínio de conteúdo; criatividade no desenvolvimento do tema; clareza na exposição; coerência com o tema proposto; segurança e clareza das respostas às perguntas; aproveitamento do espaço útil, organização do estande e postura dos integrantes de cada grupo.

A banca de avaliadores foi formada por professores dos dois campi, de acordo com a área de atuação.

Classificação
Os resultados serão divulgados na próxima semana, sendo que os dois trabalhos mais pontuados receberão certificados com a classificação especificada. Entretanto, todos os autores receberão certificado de participação e terão os trabalhos publicados nos anais do evento.

Apresentação musical
Após a Mostra, o momento de descontração foi comandado pelo Trio Avohai. Com covers de Zé Ramalho, Zeca Baleiro e Cordel do Fogo Encantado, os músicos apresentaram ainda canções de Luiz Gonzaga (Gonzagão), homenageado de 2012 pelo seu centenário de nascimento. O grupo é composto pelo estudante de Licenciatura em Computação, Sérgio Bertolucci e os convidados Marcelo Guaratto, Alécio Fernandes e Jorge Alves.

Trabalhos expostos na Mostra Científica

IFTM - Campus Avançado Uberlândia

Licenciatura em Computação
• Integral: proposta de uma ferramenta de avaliação via Web para auxiliar no processo de ensino e aprendizagem. Estudante: Kamilla Germano Silva. Professores: Ricardo Soares Boaventura e Crícia Zilda Felício Paixão.

Tecnologia em Logística
• Avaliação da qualidade do serviço varejista em Uberlândia. Estudante: Larissa de Souza Carvalho. Professora: Iraci Souza João.

IFTM - Campus Uberlândia

Técnico em Agropecuária
• Avaliação do desperdício de água na irrigação de hortaliças produzidas no bairro rural de Sobradinho, município de Uberlândia. Estudante: Amanda Aparecida Brito. Professora: Marília Cândida de Oliveira.

Engenharia Agronômica
• Efeito de fertilizante nitrogenado de eficiência aumentada na quantidade de clorofila a e b de Brachiaria brizantha. Estudantes: Vinícius de Souza Borges Cruvinel, Guilherme de Souza Borges Cruvinel, Jean Michel e Márcio Gonçalves de Andrade Neto. Professor: Luis Augusto da Silva Domingues.
• Qualidade de água utilizada na irrigação de olerícolas folhosas consumidas in natura no bairro rural de Sobradinho, município de Uberlândia. Estudante: Raphael Henrique Radespiel. Professora: Marília Cândida de Oliveira.
• Potencialidade do uso da manipueira. Estudante: Rodrigo Cassiano Rosalino. Professor: Luis Augusto da Silva Domingues.
• Degradação fisiológica e microbiológica em raízes de mandioca. Estudante: Flávia Costa. Professores: Ricardo Dias, Igor Pereira e Márcia Pereira (Unipac).

Tecnologia em Alimentos
• Estudo da composição centesimal dos frutos da jurubeba. Estudantes: Aline Alves Montenegro Freitas, Lara Soares Santos, Patrícia Ribeiro. Professoras: Cláudia Tomás e Carla Regina Queiroz.
• Teor de proteína bruta em cactáceas do gênero Pereskia. Estudantes: Lara Soares Santos, Aline Alves Montenegro Freitas. Professores: Cláudia Tomás, Reginaldo Rodrigues de Andrade e Carla Regina Queiroz.

Outras informações
Assessoria de comunicação do IFTM - Campus Avançado Uberlândia
Jornalista: Rosiane Magalhães
(34) 3221-4821
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Você usaria roupas e acessórios feitos de sobras de comida?

Designer transforma resíduos de comida em fivelas de cinto, botões, bolsas e colares, a fim de alertar sobre o desperdício de alimento

Uma designer britânica de 26 anos levou a reciclagem de lixo a um novo patamar, ao lançar uma coleção inteira de peças de vestuário feitas a partir de resíduos de alimentos. Hoyan Ip reutiliza as sobras de comida para criar acessórios como bolsas, colares, fivelas de cinto, botões e golas de camisas, aos quais chama de 'bio-trimmings', algo como “bio-enfeites”, no português.

Apesar da matéria-prima incomum, o processo de transformação é bem simples: depois de selecionados, os restos de comida são “esmagados” e moldados na forma desejada, seguindo então para secagem. Por fim, eles recebem uma camada de uma substância especial que dá brilho às peças.

Os ingredientes podem variar de restos de um jantar sofisticado, de um almoço tradicional ou, até mesmo, da sobra de um lanche junkfood – ela não faz distinção, seu objetivo principal é apenas alertar sobre o desperdício de alimento no mundo e, de alguma forma, trazer a indústria da moda para a discussão.

"Eu proponho a identificar a relação entre o desperdício de alimentos e os resíduos produzidos a partir da própria indústria da moda", escreveu ela em seu site. "Pode-se argumentar que nada é mais novidade em termos de tendências de moda. As roupas são re-interpretadas a cada temporada. Por isso vale a pena preservar o que no nosso guarda-roupa já tem pronto, e encontrar novos formas de usá-las”, sustenta.

Mas o que o consumidor pensa sobre isso? Essa é outra questão que instiga Hoyan a tocar o projeto. Para a designer, o 'bio-trimmings' muda a psicologia dos consumidores em relação às marcas, ao alterar pequenos detalhes em uma peça de vestuário. “Como um devoto da Burberry reagiria a um icônico trench coat da marca com enfeites de comida desperdiçada?”, questiona.

“Será que a adição de produtos feitos a partir de resíduos de alimentos reduziria o valor da marca ou aumentaria esse valor, tendo em conta a importância crescente dos valores de sustentabilidade e ética hoje em dia?”. Se a moda vai pegar, não dá para saber, mas certamente vai dar o que falar.

Fonte: EXAME.com.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

SNCT segue movimentada com ações para todos os cursos do IFTM

Entre as atividades acadêmicas, intervalo musical é momento de descontração para participantes

A programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) – 2012 mudou a rotina de estudantes e servidores no IFTM - Campus Avançado Uberlândia.

Na noite de quarta-feira, estudantes de Logística receberam o representante do Sebrae, Tony Garcia, para a palestra x. A apresentação contou com a presença dos alunos do curso técnico em Informática do Polo Araguari.

Enquanto isso, estudantes de Licenciatura em Computação participaram do painel e da mesa-redonda sobre Políticas da interdisciplinaridade, com os professores André Souza Lemos, Rogério Ribeiro Cardoso, Luciana Araújo Valle de Rezende e Paulo Irineu Barreto Fernandes. Logo após, tiveram a palestra e a demonstração sobre Robótica educativa, com Suselaine da Fonseca Silva, tutora presencial de Licenciatura em Matemática do IFTM, modalidade EaD, no Polo Uberlândia.

Já os estudantes de Sistemas para Internet continuaram as atividades dos minicursos Introdução ao Google App Engine, com o professor Nélio Muniz, e Introdução à linguagem Java para programadores PHP, com a professora Lilian Ribeiro Mendes Paiva.

Manhã de quinta-feira
Em continuidade à programação, a quinta-feira iniciou com o painel e a mesa-redonda “Políticas da interdisciplinaridade para estudantes de Licenciatura em Computação, com os professores André Souza Lemos, Luciana Araújo e Eliane Borela.

Ainda pela manhã, o estudante de Sistemas para Internet, Adilmar Coelho Dantas, finalizou o minicurso Módulos de pagamento para comércio eletrônico, do qual foi o instrutor.

Apresentações musicais

Durante os intervalos de quarta-feira (manhã e noite), foram realizadas apresentações da banda Dragão de Lã. A banda de rock é composta por quatro músicos, entre eles Flávio Marciano, estudante do técnico em Meio Ambiente, do IFTM Campus Uberlândia.

Na manhã de quinta-feira, o intervalo musical teve a presença do Quarteto Clariartes, da Banda Municipal de Uberlândia, com os músicos Willians Costa da Silva, Fernanda Patrícia Silva de Souza, Flávio Humberto Santos, Patrícia Cristina Freitas e Priscila Costa Dias.

Outras informações
Assessoria de comunicação do IFTM - Campus Avançado Uberlândia
Jornalista: Rosiane Magalhães
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Noite nas Estrelas

O Museu Diversão com Ciência e Arte (Dica), do Instituto de Física (Infis), e o Museu de Biodiversidade do Cerrado (MBC), do Instituto de Biologia (Inbio) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), promovem o Noite nas Estrelas. O evento, aberto ao público em geral, acontecerá nesta sexta-feira, dia 20, a partir das 19h, no Parque Municipal Victório Siquierolli, que fica na Avenida Nossa Senhora do Carmo, 707, bairro Jardim América, em Uberlândia.

No Noite nas Estrelas, o público terá a oportunidade de olhar os planetas, galáxias e outros fenômenos estudados pela Astronomia. Além disso, poderá observar a exposição de vitrines de animais taxidermizados e plantas, com ensinamentos sobre a fauna e flora do Cerrado.

Mais informações com a professora Sílvia Martins, pelos telefones 3239-4190 e 3210-9517.

Abertura oficial da SNCT contou com apresentação musical

Momento reuniu estudantes e servidores no IFTM - Campus Avançado Uberlândia
A abertura oficial das atividades da Semana Nacional Ciência e Tecnologia (SNCT), no IFTM - Campus Avançado Uberlândia, foi realizada na noite de terça-feira, 16, com presença de estudantes e servidores da instituição. Na ocasião, a diretora do Campus, professora Elisa Ribeiro, foi representada pelo diretor de Ensino, professor Carlos Magno.

“Esta Semana é realizada desde 2004 no Brasil. Durante esses dias são desenvolvidas diversas atividades pelo país, sempre com um tema específico. Para este ano, o tema escolhido foi 'Economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza'”, apresentou o professor.

Em seguida, a professora de Artes do IFTM - Campus Uberlândia, Márcia Maria Sousa, apresentou o quarteto de metais do projeto Mostra Artística Multicampi IFTM, coordenado por ela. Os estudantes do curso de Logística, Lungues dos Passos Campos e Renan Fagner Martins, integram o grupo.

Minicursos
Logo após a abertura, foram iniciados os minicursos Introdução ao Google App Engine, com o professor Nélio Muniz e Introdução à linguagem Java para programadores PHP, com a professora Lilian Ribeiro Mendes Paiva. Com cerca de 60 inscritos, os minicursos serão realizados também na noite de quarta-feira. As atividades estão sendo desenvolvidas nos laboratórios 3 e 4, do IFTM - Campus Avançado Uberlândia. No período da tarde, foi iniciado o minicurso Introdução a programação usando scripts Linux, com o professor Alex Dias. Com 23 inscritos, o minicurso também será realizado em dois dias, no Laboratório 2.

SNCT 2012
Durante a Semana serão realizadas diversas atividades em Uberlândia. No IFTM - Campus Avançado Uberlândia, elas serão desenvolvidas até a próxima quinta-feira, dia 18, conforme programação abaixo.

Quarta-feira, dia 17
8h – 9h15: Palestra Automação e logística
8h – 11h15: Minicurso Módulos de pagamento para comércio eletrônico
9h10: Apresentação musical
13h30 – 16h30: Minicurso Introdução a programação usando scripts Linux
19h – 22h45: Minicurso Introdução ao Google App Engine
19h – 22h45: Minicurso Introdução à linguagem Java para programadores PHP
19h – 21h: Painel e mesa-redonda Políticas da interdisciplinaridade
19h30 – 21h30: Palestra Empreendedorismo
21h15 – 22h15: Palestra e demonstração Robótica educativa

Quinta-feira, dia 18
8h – 9h: Painel Políticas da interdisciplinaridade
8h – 11h15: Minicurso Módulos de pagamento para o comércio eletrônico
9h10: Apresentação musical
9h30 – 10h30: Mesa-redonda Políticas da interdisciplinaridade
19h30 – 21h: Mostra científica
19h30 – 21h: Palestra Como orientar a formação de frotas?
21h30: Encerramento e apresentação musical

Outras informações
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Um ensaio para o ‘álcool verde’

A engenheira de alimentos Rosana Goldbeck conseguiu identificar, em sua tese de doutorado, microrganismos silvestres isolados de frutos do Cerrado, entre os quais os Acremonium strictum, que sinalizam um potencial para o desenvolvimento de celulases (enzimas) empregadas na produção de álcool de segunda geração, que é o bioetanol produzido a partir de diversas fontes de biomassa vegetal, preferencialmente para matérias-primas não destinadas ao consumo humano. “Em cinco anos o país será um dos maiores produtores de etanol de segunda geração, o ‘álcool verde’”, calcula a pesquisadora. “Esta seria uma produção mais acessível e viável por empregar subprodutos agroindustriais.”

As enzimas estudadas são capazes de degradar a celulose (um polímero) em glicose, que poderá ser posteriormente convertida em etanol, mostra Rosana, que teve seu trabalho financiado pela Fapesp. Foram achados esses microrganismos novos produtores de enzimas de interesse industrial até então pouco conhecidos.

Segundo ela, os microrganismos mais adotados para a produção de álcool combustível e de bebidas como a cerveja hoje, as Saccharomyces, não conseguem fazer a conversão de celulose diretamente em etanol. Precisam de enzimas que degradem a celulose em glicose para que entre no metabolismo do microrganismo e consiga transformá-lo em álcool.

Estão sendo investigados microrganismos geneticamente modificados para conter os genes dessas enzimas, para depois os mesmos genes serem inseridos nas Saccharomyces. Esse processo, situa a autora, é bastante recente. “É uma inovação trabalhar com microrganismos engenharados (geneticamente modificados) a partir dos genes isolados e sequenciados de Acremonium strictum, cujo objetivo é fazer a sacaraficação e fermentação simultaneamente – degradar a celulose em glicose e depois convertê-la em etanol.”

Se o microrganismo conseguir fazer essas etapas simultaneamente, isso poderá diminuir o gasto de enzimas na hidrólise, deixando o etanol economicamente viável e com um preço mais competitivo.

No caso da engenheira de alimentos, ela trabalhou com a produção de celulases visando especificamente à produção de bioetanol. Defendeu a sua tese na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) sob a orientação do docente Francisco Maugeri Filho, responsável pela linha de pesquisa de Engenharia de Bioprocessos, e coorientada pelo docente do Instituto de Biologia (IB) Gonçalo Amarante Guimarães Pereira.

As celulases, explica a doutoranda, são uma classe de enzimas ou proteínas que têm o poder de degradar a lignocelulose. A ideia é usar a biomassa de resíduos como o bagaço da cana-de-açúcar, milho, gramíneas e material verde (ricos em celulose) para transformar em glicose.

Banco de cepas
A autora da tese partiu de uma coleção de 390 cepas de leveduras pertencentes ao Laboratório de Engenharia Bioquímica da FEA. Selecionou as melhores cepas produtoras de celulase em função de bancos originários da Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal.

Na primeira seleção, foram obtidas cinco leveduras e analisou-se a atividade enzimática delas. Notou-se que uma delas se destacou pelo potencial na produção de celulases – a cepa AAJ6.

“Resolvemos identificá-la molecularmente para verificar o seu gênero e a sua espécie. Descobrimos que era o fungo leveduriforme Acremonium strictum e começamos a trabalhar com ele fazendo a produção das enzimas, purificação e estudos enzimáticos”, descreve a engenheira de alimentos.

Após a identificação dos genes das enzimas, ela clonou-os em Escherichia coli (E.coli), um microrganismo-modelo, e fez a transformação em Saccharomyces cerevisiae para depois degradar a celulose e fermentá-la convertendo-a em combustível. A grande revelação, conforme Rosana, foi que ele produziu duas enzimas diferentes e primordiais na degradação da biomassa lignocelulósica – a endoglucanase e a beta-glicosidase.

A doutoranda constatou que a sua tarefa não tinha sido em vão. Além de detectar um microrganismo silvestre pouco estudado na natureza, também identificou os seus genes, iniciativa que representou um grande avanço, pois não se sabia que tal microrganismo podia produzir as enzimas descobertas. Viu que podia.

De acordo com a pesquisadora, lamentavelmente até o momento não se produziu o etanol de segunda geração, para onde estão sendo consumidos os esforços atualmente, e sim as enzimas que visam ao seu desenvolvimento, a partir de resíduos verdes.

De outra via, esse etanol não vem para competir com o etanol de primeira produção, que é o obtido de cana-de-açúcar ou o de milho. Vem, antes, em sua visão, para expandir o bioetanol mundial, pelo fato de usar os rejeitos que sobram nesse processo, realça ela.

Da cana-de-açúcar, por exemplo, vão sobrar bagaço e palha. Muitos desses resíduos são queimados e desperdiçados. “Pretendemos convertê-los em etanol, pois esse resíduo é rico em celulose, o principal carboidrato”, relata.

Perspectivas
Os Estados Unidos mantêm a sua liderança em etanol com produção a partir de milho. O Brasil figura logo atrás. É o segundo maior produtor mundial de etanol, porém aquele obtido de cana-de-açúcar.

A produção brasileira corresponde a 34% da faixa mundial e, a dos EUA, a 50%, com o restante dividido entre outros países. “Exploraremos essa produção a fim de não mais depender dos combustíveis fósseis, petróleo, para empregar só os combustíveis renováveis como o bioetanol”, diz Rosana.

É fato que as enzimas avaliadas mostraram-se valiosas à degradação de biomassa para ser usada num futuro próximo na produção de bioetanol. Mas ela sempre necessita de um pré-tratamento, uma vez que a celulose não está acessível para que os microrganismos as ataque e assim ser convertida em álcool.

As celulases podem ser aplicadas em indústrias como as de detergentes, panificação, bebidas, clareamento de sucos, papel e produção de rações. Mas, dessas, nada se iguala à produção de biocombustíveis.

Rosana avalia que o etanol de primeira geração, que é produzido a partir da sacarose de cana-de-açúcar, é viável, está bem no mercado competitivo e é exportado com boa aceitação. “A nossa intenção é expandir essa produção para chegar ao ‘álcool verde’, gerado por meio de material lignocelulósico”, reporta. Trata-se de resíduos verdes naturais. E é para isso que estão sendo desenvolvidas as novas tecnologias.

Campinas tem inclusive um Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), dentro do Centro Nacional de Pesquisa em Materiais e Energias, situado próximo ao Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS). Nesse laboratório somente são investigadas áreas relacionadas à produção de bioetanol de segunda geração.

O Brasil está avançado nesse aspecto, embora ainda sem um etanol de segunda geração economicamente viável, porque ainda está com preço elevado, encarecido pelo custo das enzimas. Duas empresas multinacionais fazem a sua produção: a Novozyme e a Megazyme, que as vendem já purificadas.

A sua esperança, e a de experts da área, é mesmo colocar em uso o combustível verde. Muitas empresas almejam lançar o etanol de segunda geração em no máximo em um ano. Mas a expectativa de se tornar economicamente viável deve demorar um pouco mais: perto de cinco anos para então entrar em larga escala. Até aqui só há plantas pilotos e ensaios.

Além disso, já se fala de etanol de terceira e de quarta geração, que é a produção de álcool a partir de microrganismos geneticamente modificados. Como já existem essas enzimas, das quais já se conseguiu engenherar as leveduras, elas podem degradar celulose e convertê-la em álcool diretamente.

No estudo de Rosana, a identificação dos genes e a clonagem foram realizadas na Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha, onde a doutoranda permaneceu seis meses fazendo um estágio de doutorado-sanduíche, sob a orientação do professor Paul Ferrer.

Ao voltar ao Brasil, ela realizou outra parte da pesquisa no Laboratório de Genômica e Expressão do IB, supervisionada pelo professor Gonçalo, que incluiu a clonagem dos genes, a sua identificação e a transformação em Saccharomyces.

Publicações Goldbeck, R.; Andrade, C. C. P.; Pereira, G.A.G. ; Maugeri Filho, F. Screening and identification of cellulase producing yeast-like microorganisms from Brazilian biomes. African J. Biotechnol. 11(53): 11595-603, 2012.
Tese: “Determinação das propriedades lignocelulolíticas e estudo genético de microrganismos silvestres isolados de diversas regiões brasileiras visando à produção de bioetanol”
Autora: Rosana Goldbeck
Orientador: Francisco Maugeri Filho
Coorientador: Gonçalo Amarante Guimarães Pereira (IB)
Unidade: Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA)
Financiamento: Fapesp

Fonte: Jornal da Unicamp.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Palestras e minicursos marcam Semana Nacional de Ciência e Tecnologia no IFTM

Atividades no campus avançado serão desenvolvidas de 16 a 18 de outubro

Entre os dias 16 e 18 de outubro, estudantes do IFTM - campus avançado Uberlândia terão uma programação diferenciada devido às atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – SNCT.

Nesses dias serão oferecidas palestras, minicursos, painéis e mesas-redondas para os cursos tecnólogos em Logística e em Sistemas para Internet; a licenciatura em Computação; e o técnico em Redes de Computadores.

Na quinta-feira, das 19h30 às 21h, será realizada a Mostra Científica. A atividade reunirá trabalhos de estudantes dos cursos superiores do campus avançado Uberlândia e do campus Uberlândia (Fazenda Sobradinho).

Além das atividades acadêmicas, estão programadas apresentações culturais com participação de estudantes e músicos convidados.

Abertura

A abertura oficial da Semana, no campus avançado Uberlândia, será realizada na terça-feira, 16, às 19h, na Rua Blanche Galassi, 150, bairro Altamira.

Programação IFTM Campus Avançado Uberlândia

Terça-feira, dia 16

9h – 10h30: Palestra Relato de um empreendedor
13h30 – 16h30: Minicurso Introdução à programação usando scripts Linux
19h: Abertura
19h30: Apresentação musical
20h – 21h: Palestra Logística da Braspress
20h – 22h45: Minicurso Introdução ao Google App Engine
20h – 22h45: Minicurso Introdução à linguagem Java para programadores PHP

Quarta-feira, dia 17

8h – 9h15: Palestra Automação e logística
8h – 11h15: Minicurso Módulos de pagamento para comércio eletrônico
9h10: Apresentação musical
13h30 – 16h30: Minicurso Introdução a programação usando scripts Linux
19h – 22h45: Minicurso Introdução ao Google App Engine
19h – 22h45: Minicurso Introdução à linguagem Java para programadores PHP
19h – 21h: Painel e mesa-redonda Políticas da interdisciplinaridade
19h30 – 21h30: Palestra Empreendedorismo
21h15 – 22h15: Palestra e demonstração Robótica educativa

Quinta-feira, dia 18

8h – 9h: Painel Políticas da interdisciplinaridade
8h – 11h15: Minicurso Módulos de pagamento para comércio eletrônico
9h10: Apresentação musical
9h30 – 10h30: Mesa-redonda Políticas da interdisciplinaridade
19h30 – 21h: Mostra científica
19h30 – 21h: Palestra Como orientar a formação de frotas?
21h30: Encerramento e apresentação musical


Outras informações
Assessoria de comunicação IFTM - campus avançado Uberlândia
Jornalista Rosiane Magalhães
(34) 3221-4821
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Cardápio da SNCT - Uberlândia

Nosso mais novo cardápio já está no ar!

Procure pela programação desejada de forma animada e bastante organizada.

Separamos as atividades por cor, de acordo com o tipo de cada uma delas.

Clique aqui e confira!


Tecnologia brasileira contra malária vira referência mundial

Um medicamento contra malária desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos da Fundação Oswaldo Cruz (Farmaguinhos/Fiocruz), o ASMQ, recebeu a pré-qualificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que garante o alto padrão de qualidade do produto.

A certificação foi anunciada na Índia, onde o medicamento é fabricado graças à transferência de tecnologia da cooperação Sul-Sul (agenda própria de discussões entre Brasil, Índia e África do Sul criado em 2003 e que incluem temas como ciência e tecnologia, educação, agricultura, sociedade e informação, defesa, assentamentos humanos, meio ambiente e clima, transportes, geração de energia, desenvolvimento social e experiências em administração pública). Com isso, a dose fixa de artesunato (AS) e mefloquina (MQ), desenvolvida pelo Farmaguinhos em parceria com a organização Medicamentos para Doenças Negligenciadas, terá maior facilidade para ser distribuída no Sudeste Asiático.

O coordenador de pesquisa clínica de Farmanguinhos, André Daher, explica que o tratamento com as duas drogas já era usado, mas a nova formulação, registrada no Brasil e distribuída pelo Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária desde 2008, oferece tratamento mais fácil e eficiente.

"Quando você tem duas drogas associadas numa única formulação previne a monoterapia, ou seja, o paciente não toma uma droga só. Com isso você garante a cura radical da doença, previne o aparecimento de cepas resistentes e tem toda uma questão logística de distribuição desse medicamento dentro do sistema de saúde pública facilitado, uma vez que você tem uma única apresentação sendo distribuída. Também melhora muito a adesão ao tratamento, quer dizer, o paciente toma o tratamento completo e você tem uma chance maior de cura", disse.

De acordo com o pesquisador, esse é o tratamento para malária com uso do menor número de comprimidos atualmente e pode ser aplicado a partir dos 6 meses de idade. "Você tem quatro tipos de tratamento, divididos por faixas etárias, mas são todos com uma tomada diária durante três dias e não precisa ser ingerido com nenhum tipo de alimento especial. O fato de ser uma única dose diária melhora muito a adesão do paciente e ele apresenta maior tolerabilidade, com menos efeitos colaterais".

Daher explica que a pré-qualificação da OMS é um tipo de registro internacional que permite a distribuição para vários países por meio de um mecanismo de compra centralizado da Organização. De acordo com ele, a fábrica Cipla, na Índia, conseguiu o certificado para distribuir o ASMQ no Sudeste Asiático. Agora o Brasil inicia o processo de pré-qualificação para a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o que permitirá distribuir o medicamento para a América Latina.

O pesquisador destaca a importância da cooperação que permitiu a transferência da tecnologia para a Índia. "A gente acha [a pré-qualificação] muito importante, porque ela coroa uma transferência de tecnologia entre dois países do sul e uma cooperação tecnológica Sul-Sul. [Brasil e Índia] eram atores, há até pouco tempo, pouco atuantes no mercado tecnológico e, agora, o Brasil começa a se posicionar como ator mais importante para a cooperação Sul-Sul no âmbito tecnológico, inclusive em tecnologias em saúde".

Segundo a OMS, a malária é a quinta doença que mais mata no mundo. Ela é provocada pelo parasita do gênero Plasmodiun, transmitido pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anophele, conhecido como muriçoca, mosquito-prego ou carapanã. No Brasil, 99,5% dos casos são registrados na região da Amazônia Legal. No mundo, África Subsaariana e Ásia são os locais com maior incidência. A doença, também chamada de impaludismo, causa sintomas como dor de cabeça, no corpo, dor abdominal, tontura náusea, fraqueza, febre alta e calafrios.

Fonte: Jornal da Ciência.

domingo, 14 de outubro de 2012

Sustentabilidade agrícola é o caminho para o futuro

Aumentar a produtividade sem tomar mais terras já é uma realidade no Brasil. Conseguimos produzir, atualmente, 160 milhões de toneladas de grãos em cerca de 200 milhões de hectares, uma área ocupada pela agricultura e pecuária. Mas pesquisadores da Embrapa garantem que esse número pode ser dobrado, sem que para isso precisemos prejudicar o meio ambiente.

"Os sistemas de produção integrados, como a Integração Lavoura-Pecuária (iLP) e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (iLPF), se adotados em todas as regiões produtivas, permitem recuperar as áreas de pastagem que já estão com algum nível de degradação, elevando a produtividade tanto de grãos e fibras quanto de produção de carne", afirma Euclides Maranho, analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agropecuária Oeste.

Na mesma área em que hoje se produz cerca de 160 milhões de toneladas, podem-se obter seguramente 300 milhões de toneladas. Para tanto, pontua o pesquisador, é necessária a criação de uma política agrícola de longo prazo, com planejamento, considerando cenários, oportunidades, ameaças e, principalmente, definindo estratégias que deverão ser adotadas de forma articulada, visando ao alcance do objetivo traçado.

Modernização do setor
O agricultor está atento às modernas inovações e, dentro de suas possibilidades, moderniza suas máquinas, adota novas tecnologias, mesmo sendo penoso e pairando dúvidas quanto ao retorno de seus investimentos.

Lado a lado com essa modernização, o analista de pesquisa na área de Economia Rural da Embrapa Agropecuária Oeste, Alceu Richetti, lembra que a pesquisa tem ajudado os produtores a produzir mais em menor área. "Para isso, basta observar a produtividade da soja no Brasil, que em 1990 era de 1.732 kg/ha, e hoje é de 2.660 kg/ha, um acréscimo de 53,6%. Isso graças à introdução de cultivares de soja adaptadas às condições locais e mais produtivas, a adequadas técnicas de cultivo e de manejo de pragas e à modernização dos métodos de gestão da propriedade rural", enumera.

Ainda como técnicas para produzir mais com menos recursos, Euclides Maranho destaca os sistemas de produção integrados, a realização da inoculação e o tratamento de sementes, além da adoção do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

Análise de perto
A sustentabilidade não pode ser analisada só pela agricultura. "Precisamos entender que o produtor só produz mais porque do outro lado existe uma demanda cada vez mais audaciosa. A agricultura carrega um fardo muito pesado, o de que é a que polui, a que destrói, e assim por diante. Pelo que me consta, a grande maioria dos rios são poluídos no setor urbano; as grandes cidades não preservam a mata ciliar dos rios, ou será que São Paulo ou Porto Alegre, por exemplo, preservam a mata ciliar dos rios Tietê ou Guaíba? O leite, por exemplo, sai da unidade de produção rural e chega até a cidade em grandes tanques, que são reutilizáveis. Posteriormente, o produto sofre o processo de agroindustrialização, sendo embalado em caixas ou outras embalagens que, na sua grande maioria, após o consumo do produto, vão para os lixões ou o fundo do leito de córregos e rios, e algumas demoram mais de cem anos para serem deterioradas pelo meio ambiente", desabafa Maranho.

Obviamente, completa, se a sustentabilidade puder ser construída a partir de um pensamento comum, de que todos participem, a agricultura será uma das grandes beneficiadas, já que em seus processos de produção podem ser inseridas tecnologias ambientalmente corretas - as matas ciliares e APPs previstas no novo Código Florestal, após aprovado, com certeza serão repostas e preservadas.

Bom para o produtor e para o meio ambiente
Importante lembrar que os agricultores que praticam a agricultura com baixa emissão de gás carbônico e, principalmente, que desenvolvem atividades que promovem o sequestro de carbono, podem ter uma renda alternativa na venda dos créditos de carbono. "Assim, se todos os processos de produção, agregação de valores, distribuição e consumo dos alimentos forem em busca da sustentabilidade, com certeza não só a agricultura, mas todos os seres que habitam este planeta serão os grandes beneficiados", avalia Euclides Maranho.

Para ele, por uma questão óbvia, a região Norte do Brasil, onde está a Amazônia, é aquela que mais está sendo questionada quanto à sustentabilidade. Nessa região, já houve ações de sequestro de animais criados em áreas de APPs ou reservas legais.

O Código Florestal prevê que 80% da área seja preservada com a vegetação nativa, além de considerar que grandes áreas são preservadas com parques nacionais ou reservas indígenas. No entanto, pela maior densidade demográfica e pela alta atividade das regiões Sul e Sudeste, existem bons exemplos de ações desenvolvidas com o intuito de promover a agricultura sustentável, a exemplo do crescente aproveitamento de resíduos agroindustriais para a cogeração de energia; do aumento considerável do sistema de plantio direto, ou do plantio com o mínimo de revolvimento do solo; da redução de utilização de nitrogênio na agricultura devido à prática da inoculação de organismos que promovem a fixação de nitrogênio atmosférico, entre outras.

A região Centro-Oeste, que é responsável pela produção de um grande volume de produtos da agricultura, por ser um bioma vulnerável devido a grandes estiagens, à fragilidade de sua vegetação nativa e dos solos, na sua grande maioria com menores teores de argila, o que facilita a rápida exaustão de sua capacidade produtiva, precisa de algumas ações no sentido de definir até quando os recursos naturais podem oferecer condições para a obtenção de resultados tão significativos quanto os que estão ocorrendo atualmente.

O pesquisador Euclides Maranho não tem dúvidas de que ainda existem muitas áreas a serem inseridas no processo, o que deverá proporcionar um crescimento enorme do volume de produção.

Fonte: Revista Campo & Negócios.

sábado, 13 de outubro de 2012

Tecnologia deve acabar com as filas, afirma especialista


Se a tecnologia tornou os períodos de espera mais suportáveis – com joguinhos, internet e informação para animar o tempo perdido –, ela deve, muito em breve, extinguir as filas completamente. É o que afirma o Grupo Talkability, especializado em estudo de tendências e perspectivas para o mercado.

Mas calma, o varejo convencional não deve morrer, muito pelo contrário. De acordo com Fernando Figueiredo, presidente da consultoria, a tecnologia deve agilizar cada vez mais as compras e operações. Check-ins online e internet banking são apenas a ponta do iceberg de um mundo cada vez mais convergente.

Nas lojas, por exemplo, smartphones e tablets podem se transformar em meios de pagamento, com cada vendedor portando maneiras de permitir que o cliente acerte a compra digitalmente, sem a necessidade de filas no caixa. Além disso, perfis de redes sociais e hábitos online podem garantir segmentação, indicando setores especializados para atendimento direto.

Para Figueiredo, a única barreira para adoção de sistemas desse tipo é o próprio consumidor, que pode exibir resistência às novidades tecnológicas. Tudo, porém, é apenas uma questão de tempo.

Fonte: Tecmundo.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Estádios da Copa de 2014 terão energia renovável


Pesquisas de opinião pública encomendadas pela Fifa, a entidade máxima do futebol, revelam que 90% dos brasileiros consideram essencial que a Copa do Mundo de 2014 seja ecologicamente correta. E ela será. Aliás, a primeira da história. Se na Copa da África do Sul, em 2010, não houve tempo para construir estádios ecologicamente responsáveis - o conceito de sustentabilidade não era tão difundido como é hoje -, na Copa do Mundo do Brasil todos os 12 estádios-sede usarão fontes renováveis de energia elétrica.

O pesquisador Ricardo Ruther, da Universidade Federal de Santa Catarina, autor (em parceria com o Instituto Ideal), do projeto Estádios Solares, diz que o processo de transformação da luz do sol em energia elétrica é relativamente simples. "A tecnologia solar produz eletricidade diretamente dos elétrons liberados pela interação da luz do sol com certos semicondutores no painel fotovoltaico", afirmar Ruther. Para elaborar o projeto, o pesquisador visitou o Mage Solar Stadium (que pertence ao SC Freiburg, clube alemão da cidade de Freiburg im Breisgau), o primeiro estádio no mundo com usina solar de produção de energia, implantada em 1995.

O Mage Solar serviu de base para o projeto do primeiro estádio da América Latina equipado com energia solar, o Pituaçu, em Salvador. Com a supervisão da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), o estádio de Pituaçu, que pertence ao Governo da Bahia, tem capacidade de gerar 630MWh anuais, 75% a mais que o total gasto pelo estádio em um ano - a diferença vai para a rede da Coelba.

Caminho parecido deve seguir a Arena Pernambuco, no Recife, que ficará pronta em 2013 e contará com uma usina solar capaz de gerar a produção de 1.450 MWh/ano, equivalente o consumo de energia de 1.200 residências. A energia produzia pela usina, instalada em uma área contígua à Arena Pernambuco, será destinada ao estádio através de painéis fotovoltaicos que vão captar a luz emitida pelo sol.

Os dois principais estádios da Copa de 2014 - o Itaquerão, onde será realizada a abertura, e o Maracanã, a final - também serão sustentáveis. O Corinthians, proprietário do Itaquerão, firmou parceira com o Grupo AES Eletropaulo, a AES Tietê e a Odebrecht Energia para a instalação de placas fotovoltaicas no estádio. Já os administradores do Maracanã, de propriedade do Governo do Estado do Rio, firmaram um acordo com a Yingli Solar, a Light ESCO e a EDF Consultoria em Projetos de Geração de Energia Elétrica para fazer do estádio, palco da final da Copa do Mundo de 1950, referência em energia renovável.

Fonte: Terra.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Pesquisador desenvolve tecnologia para melhorar o desempenho de microprocessadores

A indústria de computação se depara atualmente com o desafio de melhorar a performance dos transistores de silício utilizados nos microprocessadores de computadores comercializados em todo o mundo.

Uma tecnologia desenvolvida por um pesquisador brasileiro, juntamente com cientistas da Suíça, pode dar origem a uma nova geração de transistores de silício que possibilitaria aumentar o desempenho e diminuir o consumo de energia dos processadores.

Os cientistas desenvolveram um método que possibilita produzir nanofios de silício com maior velocidade de elétrons do que a atingida até agora por outros grupos que trabalham com o material – que poderá ser a base dos novos chips de computadores e de outros componentes eletrônicos.

Resultado de um trabalho de pós-doutorado realizado por Renato Amaral Minamisawa no Instituto Paul Scherrer do Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Zurique (ETH Zürich) – com o qual a FAPESP assinou um acordo de cooperação no fim de junho –, os resultados do estudo foram publicados na Nature Communications.

Por meio da tecnologia, Minamisawa e colaboradores conseguiram produzir nanofios em um substrato de silício com tensão mecânica até três vezes maior do que as obtidas por outros grupos de pesquisa de locais como o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e as universidades de Princeton e de Stanford, nos Estados Unidos, e pelas próprias indústrias de microprocessadores.

Filamentos minúsculos, os nanofios de silício são apontados como um dos materiais semicondutores mais promissores para tornar mais eficientes os microprocessadores baseados na tecnologia de silício.

O motivo é que, ao esticar ou comprimir ambas as extremidades de um fio de silício, cria-se uma tensão mecânica (estresse) que pode melhorar significativamente as propriedades eletrônicas do material e aumentar significativamente a mobilidade dos elétrons – o que faz com que os transistores e, consequentemente, os microprocessadores sejam mais rápidos e consumam menos energia.

Desde 2003 todos os microprocessadores usam silício estressado no canal de transistores. Porém, existem limitações para aumentar a tensão mecânica do material e para implementar nanofios de silício estressados em componentes eletrônicos.

Ao utilizar uma combinação de técnicas, Minamisawa e colegas desenvolveram nanofios de silício com estresse de até 7,5 Giga Pascal (GP), contra no máximo 2 GP alcançados por outros grupos.

“Batemos o recorde de estresse em nanofios de silício, em comparação com outras tecnologias que foram desenvolvidas para esta finalidade em universidades, instituições de pesquisa e indústrias nos Estados Unidos, Europa e no Japão”, disse Minamisawa à Agência FAPESP.

Como material de partida para produzir os nanofios com maior tensão mecânica, os pesquisadores utilizaram um substrato produzido industrialmente com uma camada de silício levemente estressada sobre uma camada de óxido de silício, chamado “silício estressado em um isolante”.

Por meio de técnicas de litografia e de corrosão, eles criaram nanofios de silício suspensos por contatos largos, dando origem a nanofios com 30 nanômetros de largura e 15 nanômetros de espessura.

Nesta nanoestrutura, a tensão mecânica se concentra na menor área de secção (constrição), ou seja, no nanofio. Desse modo, o nanofio estica enquanto os contatos relaxam da tensão inicial do substrato, multiplicando a tensão aplicada nele.

Com isso, é possível produzir milhares de nanofios com um estado permanente de tensão mecânica bem definida e em diversas escalas. “Por meio da técnica de litografia, desenvolvemos um método que multiplica o estresse de uma camada de silício já pré-estressada e que é compatível com os métodos de fabricação e materiais utilizados na indústria eletrônica hoje”, explicou Minamisawa.

Para medir a distribuição de tensão no material em detalhe, os pesquisadores realizaram ensaios de espectrometria Raman e simulações computacionais no Laboratório de Nanometalurgia da ETH. Os nanofios também serão estudados na fonte de luz síncrotron da Suíça com o objetivo de determinar quanto as propriedades eletrônicas do material mudaram.

Aplicação industrial
De acordo com Minamisawa, a tecnologia está em processo de patenteamento na Europa e pode permitir a fabricação de uma grande variedade de semicondutores com propriedades únicas para aplicações nas áreas de nanoeletrônica, fotônica e fotovoltaica.

Mas, para isso, os pesquisadores vão estudar agora em um consórcio formado com algumas empresas na Europa como incorporar os nanofios de silício que desenvolveram em uma estrutura de transistor.

“É claro que para essa tecnologia chegar à indústria existe uma série de barreiras, porque será preciso mudar toda a tecnologia usada hoje, que é extremamente sofisticada. Mas mesmo que não resulte em aplicações em microeletrônica, nossa pesquisa pode ajudar a demonstrar os limites de performance do silício como um material para microeletrônica”, afirmou Minamisawa.

A técnica foi utilizada inicialmente pelos pesquisadores do Instituto Paul Scherrer no desenvolvimento de um laser de germânio, que pode ser incorporado nos chips de silício e abre a perspectiva de os microprocessadores trocarem dados usando luz em vez de corrente elétrica.

Ao se juntar ao Laboratório de Micro e Nanotecnologia da instituição de pesquisa suíça em 2011, Minamisawa colaborou com a ideia de transferir a aplicação da tecnologia para o material que pesquisou durante seu doutorado, realizado na Alemanha.

“Quando comecei a trabalhar com nanofios de silício estressados, não imaginava que eles ser tornariam viáveis comercialmente. Mas, no ano passado, a Intel anunciou que os novos microchips que fabricará serão baseados em nanofios de silício estressados”, contou.

De acordo com Minamisawa, as vantagens de se utilizar nanonofios de silício é que eles possibilitam controlar melhor o switch – componente elétrico que pode quebrar um circuito elétrico, interrompendo a corrente ou desviando-a de um condutor para outro – dos componentes eletrônicos.

“A associação da a arquitetura de nanofio com o silício estressado permitiria desenvolver transistores mais rápidos e que consomem menos energia”, disse.

O artigo Top-down fabricated silicon nanowires under tensile elastic strain up to 4.5% (doi:10.1038/nscomms2102) de Minamisawa e outros pode ser lido por assinantes da Nature Communications em www.nature.com/ncomms/journal/v3/n10/full/ncomms2102.html.

Fonte: Agência Fapesp.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Descarte de lixo tecnológico pode ser realizado durante as atividades da SNCT em Uberlândia


Os visitantes (estudantes e público em geral) das atividades programadas na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia em Uberlândia poderão contribuir com o meio ambiente.

A Semana terá um espaço, nas escolas, para que as pessoas doem suas baterias inutilizadas de telefones celulares para reprocessamento.

A atividade faz parte de um projeto de extensão escolar. Serão aceitas  baterias de celulares, apenas. Elas devem ser entregues aos organizadores do evento.

Uberlândia promove a 4ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

Abertura do evento contará com a apresentação do projeto Biojari; cardápio variado de palestras e o novo visual do mascote Zezinho são as novidades deste ano

Economia verde, sustentabilidade e erradicação da pobreza são os temas da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) deste ano. O evento, coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), será realizado entre os dias 15 e 21 de outubro em todo o Brasil.

É a quarta vez que o evento acontece em Uberlândia. A abertura oficial acontecerá no dia 15 de outubro, às 14 horas, no Anfiteatro do bloco 8 C, campus Umuarama. Uma das atrações será a apresentação do projeto Biojari: as mudanças começam a partir de novas ideias desenvolvido pela professora Elizabete Rodrigues e pelos alunos Adymailson Nascimento Santos, Islla Gonçalves Marreiros e Thysianne de Sousa Teixeira, da Escola Estadual Mineko Hayashida, localizada no munícipio de Laranjal do Jari, no Amapá. O projeto foi contemplado com o prêmio nacional de inovação, por resultar na invenção de uma engenhoca que tem como objetivo diminuir enchentes e incêndios naquela cidade. A equipe conquistou também uma viagem para os Estados Unidos, marcando presença na feira mundial de tecnologia. “O projeto Biojari é um exemplo inspirador para os nossos mestres e alunos, pois mostra a perseverança e a dedicação de uma professora e um grupo de estudantes para solucionar um problema da sua comunidade, a partir dos conhecimentos da ciência e da tecnologia. Além disso, é belíssimo exemplo de trabalho relacionado ao tema central da Semana 2012”, diz a coordenadora da Semana em Uberlândia, professora Sílvia Martins.

Está prevista a realização dos eventos Brincando e Aprendendo, Ciência Viva e Noite nas Estrelas. Outra ação da Semana é a mediação entre escola e pesquisador por meio da promoção de palestras, oficinas e visitas técnicas. “Buscamos com essas atividades colocar as escolas em contato com instituições de pesquisas, empresas, ONGs e órgãos públicos que atuam diretamente com a ciência e a tecnologia”, explica Martins. As palestras serão ministradas entre os dias 22 de outubro e 30 de novembro. “Elaboramos um cardápio que será distribuído durante a Semana, apresentando as várias opções de temas de palestras. Serão divulgados o nome do pesquisador palestrante, o local e o horário do evento. Assim, a escola interessada poderá optar pela atividade, com antecedência”, salienta.

Outra novidade deste ano é o novo visual do mascote Zezinho, que representa a Semana em Uberlândia desde a sua primeira versão, em 2009, em homenagem ao médico, pesquisador, educador e jornalista José Reis, considerado o pai da divulgação científica no Brasil. “Fizemos uma repaginação da imagem do mascote, trazendo a ele características múltiplas para que a sua figura se identifique com pessoas de qualquer idade, profissão e sexo”, diz a idealizadora da nova cara do mascote, Cristiane Alcântara, professora do Curso de Design, da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design da UFU.

As atividades da Semana são gratuitas e abertas à população. A programação e as informações sobre como participar do evento podem ser conferidas no folder abaixo ou na aba programação.



Mais informações com a professora Sílvia Martins, pelos telefones (34) 3239-4190 e (34) 3230-9517.

Cientistas descobrem um novo tipo de nuvem no céu

Encontrada com ajuda da internet, variedade é a primeira identificada em meio século.
Olhar para o céu anda mais divertido para amantes e estudiosos das nuvens. Todos em busca de mais uma imagem daquela que pode se tornar a primeira nova variedade descrita desde 1951. Batizada de undulatus asperatus (onda agitada), a nuvem foi registrada pela primeira vez em 2006 em Iowa, nos EUA. O autor da foto enviou-a para a Cloud Appreciation Society (CAS), e, de lá para cá, "a coisa virou viral, recebemos muitas outras imagens de vários locais do mundo, inclusive do Brasil", relata Gavin Pretor-Pinney, fundador da sociedade britânica dos apreciadores de nuvens.

Pretor-Pinney e outros especialistas vêm fazendo lobby para que a undulatus seja reconhecida oficialmente, o que pode acontecer no fim deste mês, após congresso, em Genebra, da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

"A gente quer que eles atualizem o Atlas Internacional das Nuvens, que não é modificado desde 1975. Se a undulatus for incluída, será o reconhecimento da "nuvem do povo na era virtual", já que ela foi registrada por pessoas comuns e descoberta por causa da internet. É uma forma moderna de fazer ciência", anima-se Pretor-Pinney, autor de "Guia do observador de nuvens" (Intrínseca).

O parecer da Sociedade Real de Meteorologia britânica já foi favorável - após trabalho da CAS com cientistas da Universidade de Reading, na Inglaterra. Um deles, o meteorologista Graeme Anderson, elaborou uma tese sobre as condições para a formação da nuvem. Conclui que são as semelhantes às do tipo conhecido como mammatus (uma nuvem associada a tempestades, do gênero estratocúmulo), mas com ventos mais intensos moldando o vapor d'água em redemoinhos ondulados. A nova nuvem se diferencia das demais pelo formato e a velocidade com que se move, promovendo ondulações.

"Pode ter algo a ver com locais frios também", diz o meteorologista gaúcho Bruno Ribeiro, que faz mestrado no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e registrou, em fotos e vídeos, uma undulatus asperatus no início do ano em Pedro Osório, no Rio Grande do Sul. "Fiquei mais de meia hora gravando, a nuvem passou pela cidade por cerca de uma hora, bem ondulada e se mexendo muito, antes de ir em direção ao mar. Logo depois passou uma frente fria", conta.

Além de Iowa e Rio Grande do Sul, a nuvem já foi registrada em países como Escócia, Noruega e França. Mário Festa, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), já viu a nuvem em São Paulo.

"Ela impressiona pelo tamanho, é uma nuvem baixa, dá uma sensação assustadora e se move rapidamente. Tem gente que defende que ela seria de um novo gênero. Mas tenho dúvidas, acho que é mesmo uma variedade de estratocúmulo como é a mammatus", acredita o meteorologista, dizendo, no entanto, entender a comoção em torno da nova nuvem porque "ela chama atenção e aparece raramente".

O cientista da USP ainda não conseguiu associá-la a nenhum fenômeno climático específico. Segundo ele, a ondulação se acentuaria mais graças à intensidade dos ventos. Como as nuvens são a principal fonte de estudos da atmosfera - dada a sua relação com o vapor que sobe e condensa -, o eventual reconhecimento de um novo tipo pela OMM seria de enorme importância para a ciência.

De acordo com a organização, existem dez gêneros principais de nuvens, subdivididos em variedades, dependendo de suas formas e estruturas internas. A mais conhecida é a cúmulo, vista em dias de tempo claro. Já a cúmulonimbo, mais densa e potente, é temida por causar tempestades.

A CAS possui mais de 30 mil integrantes e lançará, no ano que vem, um aplicativo de celular e tablet pelo qual a foto tirada de um observador será diretamente enviada à Universidade de Reading para análise. "A observação das nuvens é um importante meio de documentar efeitos de mudanças climáticas no céu. Nuvens podem oferecer respostas sobre temperatura e tempestades nos próximos anos", diz Pretor-Pinney. Fonte: Jornal da Ciência.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Curso de formação de monitores acontece no Museu Dica da UFU

O Museu Diversão com Ciência e Arte (Dica) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) está com inscrições abertas para o curso de formação de monitores.

O curso acontecerá neste mês, sendo que será emitido certificado ao final das atividades. Podem participar pessoas que estejam cursando quaisquer cursos na UFU e que sejam interessadas em astronomia, foco do evento.

Para se inscrever, entre em contato com Silvia Martins pelo e-mail dica@infis.ufu.br.

Clique na imagem abaixo para obter mais informações sobre o curso.