Sustentabilidade

Ajude nosso planeta faça sua parte.

Ciência Viva

Em 2012 a DICA volta com o evento Ciência Viva. Confira o site.

Economia Verde

Um caminho promissor

Erradicação da Pobreza

Por um mundo melhor

Revista SNCT

Mais um lançamento do Museu Diversão com Ciência e Arte (Dica), da UFU.

Por um planeta melhor!

Todos podem ajudar

Mostrando postagens com marcador Reciclagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reciclagem. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de outubro de 2012

Reciclagem de lixo eletrônico evitaria que ouro parasse no lixo

A reciclagem evitaria que fossem parar no lixo algo em torno de 228 kg de ouro, 1,7 mil kg de prata e 81 mil kg de cobre na Argentina, apenas em 2011. A estimativa foi divulgada no relatório Mineração e Lixo Eletrônico, produzido pela Organização Não Governamental Greenpeace, e se refere somente aos metais preciosos presentes em um tipo de lixo eletrônico: os celulares.

O documento aponta que cerca de 10 milhões de aparelhos celulares foram descartados no país em 2011. Cada argentino produz, em média, três quilos de lixo eletrônico anualmente, sendo que destes, metade termina em lixões e apenas 10% destina-se ao manejo adequado de resíduos – número mais alto que outros países vizinhos, como o Chile, que recicla de 1,5% a 3%.

Se a geração de lixo eletrônico é problemática na Argentina, em terras brasileiras a situação não é diferente. Em 2010, o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) apontou o país como líder na geração de lixo eletrônico per capita entre os países emergentes: meio quilo por ano, à época.

Mineração Urbana
O ouro é utilizado para fabricação de componentes eletrônicos devido às suas propriedades de condução e estabilidade. No entanto, o material é encontrado em quantidades mínimas dentro de celulares ou computadores, cerca de 0,025% do total. A prática de retirar metais preciosos de aparelhos eletrônicos ainda é incipiente nos países latino-americanos, inclusive no Brasil, mas é bastante difundida em nações desenvolvidas.

A mineração urbana, como é conhecida, tem sido constantemente estimulada, pois evita a contaminação ambiental de dois modos (segundo o relatório):

1) Permite recuperar metais ou materiais que são cada vez mais escassos (como o ouro e a prata) e cuja obtenção, por meio da mineração, gera um alto impacto ambiental e social;

2) Ao mesmo tempo, freia o impacto que estes resíduos geram no ambiente ao degradar-se em lixões ou aterros, contaminando os lençóis freáticos, o solo e o ar.

Cerca de 90% de todos os materiais presentes em equipamentos eletrônicos podem ser reciclados ou reutilizados, sendo que 3% são substâncias altamente tóxicas, como o mercúrio, o cádmio e o amianto – daí a importância de levar esses materiais a postos de coleta em vez de simplesmente jogá-los no lixo.

Além dos metais citados no relatório, a reciclagem do lixo eletrônico permite a obtenção de materiais como a platina, alumínio, aço e o plástico e os oriundos das terras raras – situados na China, que detém 97% das reservas conhecidas, sendo assim mais um importante fator para estimular a reciclagem.

Fonte: Envolverde.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Você usaria roupas e acessórios feitos de sobras de comida?

Designer transforma resíduos de comida em fivelas de cinto, botões, bolsas e colares, a fim de alertar sobre o desperdício de alimento

Uma designer britânica de 26 anos levou a reciclagem de lixo a um novo patamar, ao lançar uma coleção inteira de peças de vestuário feitas a partir de resíduos de alimentos. Hoyan Ip reutiliza as sobras de comida para criar acessórios como bolsas, colares, fivelas de cinto, botões e golas de camisas, aos quais chama de 'bio-trimmings', algo como “bio-enfeites”, no português.

Apesar da matéria-prima incomum, o processo de transformação é bem simples: depois de selecionados, os restos de comida são “esmagados” e moldados na forma desejada, seguindo então para secagem. Por fim, eles recebem uma camada de uma substância especial que dá brilho às peças.

Os ingredientes podem variar de restos de um jantar sofisticado, de um almoço tradicional ou, até mesmo, da sobra de um lanche junkfood – ela não faz distinção, seu objetivo principal é apenas alertar sobre o desperdício de alimento no mundo e, de alguma forma, trazer a indústria da moda para a discussão.

"Eu proponho a identificar a relação entre o desperdício de alimentos e os resíduos produzidos a partir da própria indústria da moda", escreveu ela em seu site. "Pode-se argumentar que nada é mais novidade em termos de tendências de moda. As roupas são re-interpretadas a cada temporada. Por isso vale a pena preservar o que no nosso guarda-roupa já tem pronto, e encontrar novos formas de usá-las”, sustenta.

Mas o que o consumidor pensa sobre isso? Essa é outra questão que instiga Hoyan a tocar o projeto. Para a designer, o 'bio-trimmings' muda a psicologia dos consumidores em relação às marcas, ao alterar pequenos detalhes em uma peça de vestuário. “Como um devoto da Burberry reagiria a um icônico trench coat da marca com enfeites de comida desperdiçada?”, questiona.

“Será que a adição de produtos feitos a partir de resíduos de alimentos reduziria o valor da marca ou aumentaria esse valor, tendo em conta a importância crescente dos valores de sustentabilidade e ética hoje em dia?”. Se a moda vai pegar, não dá para saber, mas certamente vai dar o que falar.

Fonte: EXAME.com.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Novo concreto é elaborado a partir de material reciclável

Concreto idealizado pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP em São Carlos substitui os materiais tradicionais que o compõem por componentes reaproveitados. A areia de fundição (utilizada em moldes nos processos de fundição de peças metálicas) substitui 70% da areia normalmente utilizada, e a escória de aciaria (resíduo que sobra da produção do aço) substitui 100% da pedra. “O produto se utiliza de resíduos sólidos industriais, fazendo uma reciclagem e dando uma nova utilização para eles, o que propicia a economia de recursos naturais”, diz o engenheiro de materiais Javier Mazariegos Pablos. O produto pode ser usado em guias, mobiliário urbano e na execução de contrapisos e calçadas.

Além disso, esses resíduos não poderiam sofrer descarte comum, pois são nocivos ao meio ambiente. Só podem ser dispostos em aterros industriais específicos, a um custo bastante elevado (cerca de R$200,00 a tonelada). “Essa nova finalidade evita o descarte dos materiais e, consequentemente, esse custo que as indústrias teriam.” Inicialmente, o novo concreto foi utilizado para a fabricação de peças para pavimentação.

O novo concreto começou a ser pensado por volta de 2008, quando Pablos se tornou professor do Departamento de Arquitetura, no IAU. Ele levou essa pesquisa para o Grupo de Estudos ArqTeMa – Arquitetura, Tecnologia e Materiais, onde conseguiu a parceria com os professores Osney Pellegrino e Eduvaldo Sichieri.

O material já tem um número provisório de patente. O registro é concedido pelo órgão governamental Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A partir de agora, eles vão verificar em todo o mundo se já existe algum outro produto com essas mesmas características. Se for verificado que não, o concretoo receberá a patente definitiva. “Esperamos que ela saia em mais dois ou três meses”, diz o engenheiro.

Comercialização
A ideia do grupo é levar o concreto para a sociedade, torná-lo um produto comercial, indo além da concepção acadêmica. “Quando você faz uma patente, você tem uma responsabilidade. Não é só gerar o produto, mas viabilizar a aplicação dele no mercado”, diz Pablos, que ressalta a figura da universidade pública nesse processo. “Isso teve um custo para a universidade, além de haver um custo para a manutenção da patente. Para fazer isso valer, o produto tem de ser comercializado”.

Em casos que geram patentes, a USP fica com 50% de seu valor e os autores com os outros 50%. O grupo se articula para colocar o plano em prática, estabelecendo contato com empresas e indústrias que podem vir a se interessar em comprar o concreto na fabricação de elementos para a construção civil, como peças para pavimentação, guias, blocos para alvenaria de vedação, mobiliário urbano, além de poder ser aplicado na execução de contrapisos e calçadas. O preço do novo material é um atrativo, pois deve vir a ser menor do que os materiais similares já no mercado. Nesse processo, o grupo recebe a ajuda da Agência USP de Inovação, núcleo de inovação tecnológica da USP que visa promover a utilização do conhecimento científico e tecnológico produzido na universidade, levando-a para os mais diversos meios da sociedade.

O que diferencia esse concreto dos demais presentes no mercado é seu viés ecológico. Ele se utiliza de materiais reciclados, que teriam de ser descartados de maneira específica, porque podem ser nocivos ao meio ambiente. Com isso, esses produtos substituem as matérias-primas que seriam necessárias para a concepção do concreto, ou seja, há menos exploração de materiais naturais. “A questão da preservação do meio ambiente é muito importante e ela esteve presente na idealização desse novo produto”, finaliza Pablos.

Fonte: Envolverde.

sábado, 29 de setembro de 2012

Embalagens sustentáveis vão além da capacidade de reciclar

Apesar de pouco importantes para muita gente, as embalagens são grandes vilãs da natureza. A produção, utilização e descarte delas implicam em impactos ambientais, visto que a embalagem, ao final de seu processo de consumo, inevitavelmente acaba como lixo urbano. A questão é: existem maneiras possíveis de torná-la sustentavelmente bem sucedida, seja pelo uso de materiais, seja pelo processo de fabricação ou pelo seu consumo consciente?

Segundo a designer Babi Tubelo, os materiais, a logística e a reciclabilidade estão entre as principais ferramentas a caminho de um design de embalagem visando a ecologia ambiental, imprescindível no mundo moderno. Quanto mais diversidade de material em uma mesma embalagem, mais será seu impacto para o meio ambiente. Já o uso de apenas um material facilita sua reciclagem.

A embalagem sustentável deve atender pelo menos a três dimensões:

- Garantir a proteção ao produto; - Escolher aquela que implica menos impactos ambientais, medidos segundo a Análise do Ciclo de Vida (ACV) do produto; - Saber como os materiais de embalagens são destinados no fim de vida útil, seja por compostagem, aterro sanitário, reciclagem química, reciclagem mecânica ou reciclagem energética.

Segundo especialistas, o ato de projetar produtos em prol da sustentabilidade é tecnicamente possível. Para que isso ocorra são necessárias mudanças de comportamento e alterações nos padrões da sociedade, a fim de que alternativas inovadoras de design sejam, de fato, bem aceitas.

Economia em material e logística
Economizar no material e facilitar a logística são aspectos essenciais para uma embalagem ser considerada sustentável. E muitas vezes não se dá muita importância a esses dois pontos. Mas, não é assim que pensa a designer húngara e estudante de graduação Otília Andrea Erdelyi. Ela redesenhou a embalagem de ovos, tornando-a ainda mais minimalista, materialmente eficiente e visualmente atraente.

Além de economizar matéria-prima, a caixa de ovos, chamada de Erdelyi, foi projetada para ser empilhada facilmente. Os ovos são colocados em forma de elipse e para o consumidor retirar os ovos da embalagem basta inclinar uma das laterais.

Embalagens recicláveis
Outro ponto mais conhecido e também essencial, para se alcançar uma embalagem sustentável, está no seu poder de reciclabilidade, ou seja, a capacidade que ela tem de ser aproveitada depois de utilizada.

Atualmente, com a grande preocupação ambiental, muitas indústrias estão inovando os seus produtos, fabricando embalagens que podem ser recicladas após serem utilizadas.

Um exemplo está na lâmpada de última geração Lemnis Lighting, já mostrada no site do EcoD, que desenvolveu uma embalagem capaz de se transformar em uma luminária para acomodá-la.

Fonte: Envolverde.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

UFRJ desenvolve concreto ecológico com fibras vegetais e materiais reciclados

A Coordenação de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ) desenvolveu alternativas ecológicas para matérias-primas do concreto e de produtos de fibrocimento (como caixas d’água e telhas). Segundo o pesquisador Romildo Toledo, o uso de materiais tradicionais, como o cimento, a brita e o amianto, pode ser reduzido ou até completamente substituído com a utilização de fibras vegetais e materiais reciclados.

No caso do concreto, liga formada por cimento, brita (pedra) e areia, é possível reduzir o consumo de cimento em 20% a 40% com alternativas como cinza de bagaço de cana-de-açúcar, cinza de casca de arroz e resíduos da indústria cerâmica. A brita pode ser completamente substituída por materiais obtidos em demolições de construções antigas.

No caso do fibrocimento, usado na fabricação de telhas ou caixas d’água, o consumo de cimento pode ser reduzido em até 50% com o uso de alternativas ecológicas. As fibras vegetais substituem as fibras minerais tradicionais, como o amianto, que provocam danos à saúde humana. Há estudos com outros materiais como borracha de pneu usado, cinzas de esgoto sanitário ou de queima do lixo para substituir, pelo menos parcialmente, o cimento.

“Alguns tipos de concreto ecológico já estão prontos para serem repassados ao setor produtivo, mas há outros que ainda estão em fase final de desenvolvimento. São soluções que reduzem impacto na construção civil, seja por redução da emissão de gás carbônico, pelo uso de materiais naturais etc. E todas levam a resultados tão bons quanto os materiais tradicionais. Essa é uma preocupação: não ter performance inferior aos que os materiais tradicionais têm. O consumidor não vai sentir problemas de durabilidade, como a casa ou o prédio terem vida útil menor”, disse Toledo.

Segundo a Coppe, a indústria cimenteira responde por 5% a 7% das emissões mundiais de gases do efeito estufa. A produção atual de cimento corresponde a cerca de 3 bilhões de toneladas por ano, que deve triplicar em 50 anos.

Segundo o pesquisador, as alternativas ecológicas ao concreto têm chamado a atenção de algumas empresas. Na última sexta-feira (14), por exemplo, Toledo apresentou sua pesquisa a representantes de empresas de materiais de construção norte-americanas na Câmara de Comércio Americana (Amcham) do Rio de Janeiro.

Fonte: Agência Envolverde.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Computador ecológico: a tecnologia colaborando com o meio ambiente

A empresa irlandesa MicroPro criou um computador ecológico com ajuda do instituto alemão Fraunhofer IZM. O iamecoV3 tem a carcaça feita de madeira e tela touchscreen.

O nome iamecoV3 vem da expressão em inglês "I am Eco". O PC tem 98% dos componentes recicláveis. Além disso, a empresa considera que 20% desse material pode ser reutilizado com facilidade.

Outro ponto de destaque do computador é que ele usa dissipadores de calor, ao invés dos sistemas de ventilação tradicionais. Assim, o computador não sofre de superaquecimento e ainda converte o calor em mais energia para funcionar por mais tempo.

A tela do computador é feita de LED. Segundo a empresa, isso também aumenta de 30% a 40% a eficiência energética do aparelho.

Os criadores tentaram diminuir ao máximo a quantidade de halógeno (substância tóxica) dos componentes eletrônicos, como nos processadores. As peças também podem ser substituídas com facilidade, o que aumenta a durabilidade do produto.

A produção de um iamecoV3 usa 360 quilogramas de gás carbônico (CO2). Apesar de parecer um nível alto de emissões de gases poluentes, a porcentagem é 70% mais baixa do que a de um computador normal. Portanto, a pegada de carbono do iamecoV3 é considerada muito pequena.

O aparelho já ganhou o selo de sustentabilidade da União Europeia, o EU Ecolabel. Porém, ainda não há previsão de comercialização do produto.

Fonte: Exame Info.